quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chinelada


Rotina de sempre: acordar com bebê querendo leitinho, dar o leitinho, tomar banho, tomar café, sair de casa escondida pro bebê não chorar, beijo no marido, trabalho.

Sim, ponto.

Surpresa: quando abri a bolsa pra pegar o crachá, encontrei os chinelinhos do bebê e um shortinho que ele vestiu ontem.

(...)

Agora me diz: como é que se consegue trabalhar olhando pra essas havaianazinhas lindas?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Ao vento"

"A paixão pela palavra". As palavras da minha amiga Eri explicam o que venho sentindo nos últimos tempos, mas que só agora entendi. Melhor: comecei a entender. Não foi o tal do inferno astral ou a idade chegando. Na verdade, o que se passa vinha crescendo e só agora chegou na tampa.

Que bom.

O que me trouxe aqui não foi necessidade de exposição, não foi um golpe contra minha fraca memória, não é tanto um presentinho para o meu filho. É pra mim. Não estou aqui para medir palavras, pra ser popular, pra ensinar qualquer coisa a alguém.

É por mim. É pela palavra. É pelo desejo de juntar letrinhas e dar vida a palavras que, soltas, podem até dizer algo, mas não com a força e o poder devidos.

E se a gente não consegue colocar esse vigor nas palavras, a gente tenta. O que não me falta é persistência. A propósito, ô palavra pra eu achar bonita na nossa língua é faroleiro.

domingo, 21 de novembro de 2010

Que dia é hoje?


Acho ótimo não ter orkut ou facebook pra fazer as pessoas se lembrarem do meu aniversário. Que coisa mais triste precisar de computador pra alguém se lembrar de mim! Nã...

Não faço questão de que as pessoas liguem, me dêem presente, façam festinha. Mas todo ano sei mais ou menos quem jamais esquece. Coincidência ou não, são sempre as mesmas pessoas que ligam. Isso é que me deixa mais feliz. Sinal de que o tempo está passando e algumas coisas, aquelas mais sedimentadas, não mudam.

Que bom.

Mas que bom também que neste ano tudo está sendo diferente. Acordei com meus dois meninos me dando presente. E, pouco depois da meia-noite, depois de dar o gagau do Isaac, o Edson me deu beijos e beijos de parabéns, porque já era meu dia. Meu amor.

E continua sendo. Meu dia, meu amor.

sábado, 20 de novembro de 2010

Eu digo meu amor

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


(Carlos Drummond de Andrade)

* Eri, infinitamente bom ter você tão perto...

Gagau



Criança surpreende mesmo. O Isaac mamou meia-noite e cinco e meia da manhã. Quando foi sete, acordou e, sete e meia, (!!!), tomou o primeiro gagauzinho. E de gute-gute! Tomei foi um susto quando a Cláudia falou, porque foi tão rápido! E aqui vale registrar a receita: 100ml de leite Nestogeno e três medidas do Mucilon de aveia e arroz. Idade: nove meses e oito dias e, presente pra mamãe, um dia antes do meu aniversário.

E que o Dr. Moacir não saiba, porque ele não queria que introduzisse agora outro leite e, principalmente, mingau. Mas temos os nossos motivos, que são nobres por demais.

Então pronto. Esse post é só pra fazer o registro. Final de semana de trabalho, hoje e amanhã, sim, senhor. Pois que seja bom trabalho...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Peregrinação

E começa a busca por uma creche/escolinha decente para meu filhote. Não agora, porque ele é muito pequenininho. Penso que para o meio do ano que vem está bom. Na verdade, se pudesse, provavelmente adiaria ainda mais. Acho que até os três anos a criança precisa de atenção individualizada, não ser posta dentro de uma coletividade. Até então, ela quer carinho do pai, da mãe, de uma pessoa próxima. É até bom socializar, claro, mas acho que não muito pequenininho.

O problema é essa nossa vida de mãe, mulher, mestre de obras, dona de casa, educadora, administradora, defensora dos direitos dos humaninhos, ambientalista de plantão em busca dos melhores espaços para nossos filhos brincarem, palhaça, profissional de saúde, cabeleireira, estilista e, quando sobra tempo, jornalista.

Mas tudo bem, não estamos aqui para lamentações.

Da minha primeira visita, o que observei foi que o lugar é até animado, as crianças parecem felizes, mas os pequenos (na faixa de um ano e meio) pareciam meio tristinhos, querendo colo. Era literalmente isso. Eram duas ou três tias na sala, mas umas nove crianças, ou seja, alguma ficava um pouco de ladinho.

Não sei, isso é tão delicado, requer tanta análise, visitas...

Só espero que Deus me ajude a tomar a melhor decisão, a fazer a escolha mais acertada. Como sempre, essa "minha" decisão está nas mãos Dele. Também.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lição de casa




Todos somos necessários - Doki

Sentado debaixo da mangueira, debaixo de uma enorme mangueira
Sentado, eu parei pra pensar que das árvores nós temos que cuidar
Elas nos dão tantas sombras e limpam nosso ar
E nelas muitos bichos sempre vão morar
Formigas, esquilos e muitos macacos
Papagaios, sabiás e tucanos
Eu percebi como as árvores são importantes
Das árvores nós temos que cuidar

Sentado debaixo da mangueira, debaixo de uma enorme mangueira
Sentado, eu parei pra pensar em um beija flor que veio me cumprimentar
Cantando e dançando, flor em flor
Pólen e sementes pelo ar vão espalhar
Graças a ele nós temos muitas flores
E muitas frutas de todos os sabores
Eu percebi como os pássaros são importantes
Dos pássaros nós temos que cuidar

Sentado debaixo da mangueira, debaixo de uma enorme mangueira
Sentado, eu parei pra pensar quando sapo que saltando veio me cumprimentar
Eles podem ser feios, mas são importantes
Em nossos jardins muitos ajudam bastante
Às vezes temos muitos, muitos insetos
Eles são a comida favorita dos sapos
E então eu pensei: os sapos e rãs são importantes
Dos sapos temos que cuidar

Sentado debaixo da mangueira, debaixo de uma enorme mangueira
Pensando em tudo que pude ver, olha só a que bela conclusão que eu cheguei
Árvores, flores, pássaros, sapos
Todos os seres deste planeta são necessários
Todos têm uma missão, uma função
E a salvação do planeta depende de nós
Árvores, flores, pássaros, sapos
Todos, todos somos necessários
Para cuidar da vida, para salvar o planeta
Todos somos necessários