terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Folga nada

Pedi dois dias de folga no trabalho pra acompanhar o bebê a manhã inteira na creche. Consegui, mas deu tudo pra trás. Desde ontem ele está com febre - só febre - e nem pra escolinha foi. Se conseguir antecipar a consulta de sexta pra hoje e ele melhorar, amanhã vamos.

Acho que deve ser dente. Acho que ainda não falei por aqui, mas o bebê não tem um dentinho sequer. Parece um velhinho, mas um velhinho lindo. E ri que é uma beleza com a banguelona toda aberta... E também pensa que tem dente. Ontem à tarde e agora de manhã comeu um monte de pão. Às vezes pega um pedaço grande, que mal cabe na boca, e fica mastigando. Aí coloco o dedo e sinto que ele fica fazendo força com a gengiva pra cortar o miolo. Com a bolacha é do mesmo jeito. E ainda quebra pra comer de pedaço. Sei não, viu? Imagina se tivesse dente...

Mesmo assim, sempre dei o arooz e alguns legumes amassados no garfo. Ele adora. É nessa hora que ele mais pensa que tem dente, o bichinho.

Se bem que a bangueleta pode estar comn os dias contados. Ontem à noite ele teve febre, de madrugada também e hoje de manhã. Remédio, compressas, banho. Vai, volta... Pra completar, há pouco tempo fez cocô um pouco mais mole. São os sinais. Só espero que isso naõ dure dias, porque é muito ruim ver meu bebezinho gemendo, como se corpinho estivesse dolorido.

Mas, se Deus quiser, já, já ele fica bom. E, com ou sem dente, vai continuar aprontando todas...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aceito

Tem coisa melhor do que ser pedida em casamento?

Pois eu fui. De novo.

E pelo meu marido lindo.

Não, não tem coisa melhor.

Alguma dúvida da resposta?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fases




Agora meu mundo é uma tenda colorida.

O próximo é aniversário

Sim, hoje meu bebê está fazendo 11 meses. Na próxima comemoração nem vai ser mais o mesversário. É bom demais ver o bichinho crescer, mas dá uma saudade antecipada desse tempo de bebê e de tudo que a gente faz porque ele é um bebê.

Mas de tudo, de tudo mesmo, acho que o que mais vai me trazer nostalgia é aquele momento só nosso, o da mamada à noite.

Dou o jantar, dou o banho, ele fica todo cheiroso, arrumadinho, de calça, meia, cabelinho penteado. Aí apago a luz, me deito na rede com ele e pronto: aqueles minutos são só nossos. Isso nada nem ninguém vai tirar.

Nessa hora ele faz os carinhos que só eu conheço. Agora inventou de forçar a cabeça contra a minha, contra meu pescoço, meus olhos. Ele procura meus olhos na penumbra e para tudo quando encontra. E dá uma risadinha pra quebrar o silêncio.

Sim, é a nossa hora, o nosso instante de trocar declarações silenciosas de amor.

E aí ele mama, tira a boca do peito, deita a cabeça no meu peito, fica encaixado no braço, vem com a cabeça.

Assim vai. Até dormir e dar aquele suspiro que sinaliza o sono pesado. Aí mamãe se levanta da rede com todo cuidado, dá um beijo calado, coloca no berço, agradece a Deus e pede pra Deus abençoar, continuar abençoando. E assim Ele tem me escutado.

Amém.

Eu vou me adaptar

Ontem levei o pequeno pra creche. Começou a adaptação. Pra continuar fugindo à regra, não sofri. Também a gente só ficou lá uma horinha. Hpje foi uma hora e meia, e com emoção: chorou (aquele choro sentido mesmo), ficou agarrado em mim, fez cocô, riu, brincou, explorou (apalavras da tia) o local todo de brincadeiras, gritou com o móbile do banheiro e quase acordou as outras crianças. Enfim, ficou bem mais solto.

Quanto a mim, acho que passei no teste. Ouvi quando ele começou a chorar. Ouvi o choro aumentar. Ouvi quando ele gritou, chorando. E me segurei. A hora em que levantei da cadeira pra olhar o que estava acontecendo coincidiu com o momento em que a tia Virgínia foi me chamar, ou seja, esperei o tempo certo.

Sabe coração de mãe? Pois é. A gente vai aonde ele nos leva, até onde ele diz vai ou chega, até quando existe amor. E, se esse não falha nem falta nunca, melhor é seguir nosso "alegre coração", que "é triste como um camelo, é frágil que nem brinquedo, é forte como um leão".

Um detalhe de que já desconfiava e que confirmei é que, na creche, provavelmente ele vai comer menos do que em casa. Os lanches são uma fruta só. Ora, de manhã ele come uma banana e meio mamão ou uma banana e dois sapotis. Acho que vou é mandar o lanche dele. O almoço eu não mando, mas aí o jantar ele vai comer em casa, o que eu escolher e no tanto que ele quiser.

Por melhor que seja a creche (e essa tem excelentes referências), elas não vão ter paciência como a gente tem, nem vão insistir com aquele nosso jeitinho, brincando, distraindo.

Ontem me peguei pensando: será que ele vai dar aquelas gargalhadas gostosas que dá quando está brincando com a gente, principalmente com o Edson? Hoje, depois do choro, ele riu pra todo mundo, brincou, mas sou consciente de que elas têm que dar atenção a todas as crianças. Não quero mais atenção para o meu filho. Mas quero que seu aprendizado e descobertas sejam em casa também, com a gente, cercado do nosso amor e do nosso cuidado. Isso não vai mudar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Da peregrinação

Foram três visitas. Não costumo abrir muito o leque quando vou escolher algo. Pego as opções, passo na peneira, deixo o grosso de lado e fico só com o que interessa. Por isso, ao final das contas, só fui a três creches, durante dois dias, e na mesma semana fiz a escolha.

Pois não é que segunda-feira meu bombom já começa? Ainda não comprei um lápis (tem lápis na lista?) do material exigido, não fiz a fotinha 3x4 do bebê, não respondi às perguntas todas do questionário, mas ele vai.

No momento, o que mais me preocupa é se vão dar a comidinha dele direito. A todas as creche que fui achei os pratos tão mirradinhos. O bebê come o dobro do que aqueles meninos de um, dois anos comem! Não sei a quem puxou... E com fome meu filho não vai ficar! Vou colocar no questionário da nutricionista todos os detalhes dos lanches, do almoço, inclusive com quantidade de legumes, temperos, carne, arroz. Sei tudo e quero ter certeza de que meu bebê vai se alimentar como se estivesse em casa.

Sonho?

Vamos ver.

No restante, não tenho dúvida de que ele vai interagir bem com as tias, os amiguinhos, o local. Tudo devagar, claro. Para isso, já acertei no trabalho que vou chegar mais tarde esses dias. Até porque era para eu estar de férias segunda-feira, mas essa é outra história.

Ai, coração está um pouco apertado. -----> Nada a ver com o post. Só um delírio.

Voltando.

Sim, continuo sem babá. Vou testar uma segunda-feira. Tudo segunda. E que Deus esteja à frente dessa e de todas as outras decisões - inclusive a do delírio supracitado. Amém.

Faroleiro


A palavra mais bonita do nosso português. Pra mim.

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* Até a década de 1950, o Farol (Velho) do Mucuripe era assim.